Alzheimer precoce atinge 9% do total dos pacientes

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Alzheimer precoce atinge 9% do total dos pacientes

 

Esquecer-se de acontecimentos do cotidiano pode ser um sintoma do Mal de Alzheimer. Principal causa de demência, o MA é um transtorno neurodegenerativo que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória e compromete progressivamente as atividades diárias do paciente. Ele é acompanhado de vários sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença atinge 33% da população com mais de 85 anos de idade. Ela afeta mais as mulheres do que os homens, em uma relação de três para dois. No Brasil, há 1,1 milhão de pacientes com Alzheimer. No mundo, 50 milhões de pessoas sofrem disso. O envelhecimento progressivo das populações fará com que esse número duplique em 20 anos. Mas a doença não atinge apenas os idosos. Ao contrário do que muitos pensam, o MA pode surgir antes da terceira idade.

 

Existe Alzheimer precoce?

 

O MA costuma aparecer na velhice. Mas o início pode variar entre os 40 e os 90 anos de idade. O Alzheimer precoce aparece em pessoas mais jovens e é menos comum do que naquelas acima dos 65 anos. Esses casos representam 9% do total e o diagnóstico é mais difícil.

 

O Alzheimer precoce está associado à genética. Ele está diretamente relacionado a genes que sofreram mutações e causam alterações em proteínas por eles produzidas, levando as pessoas a apresentarem os sintomas mais cedo.

 

Nesses casos, a evolução é mais acelerada e a doença afeta ainda mais a vida pessoal e profissional. Isso porque o Alzheimer precoce aparece em uma fase em que a pessoa está mais ativa social e fisicamente, quando é mais provável que ela tenha maior carga de trabalho, esteja criando uma família e seja financeiramente responsável por ela.

 

Quais os sintomas do Alzheimer?

 

Alterações na memória e nas funções cognitivas podem ser apenas resultado do processo natural de envelhecimento. Porém, se as alterações forem graves e interferirem no dia-a-dia da pessoa, isso pode ser um sinal de Alzheimer. Pessoas com casos da doença na família são mais propensas a desenvolver o MA.

 

O distúrbio começa com pequenos esquecimentos, que geralmente são interpretados por familiares e amigos como naturais da velhice. Mas, eles vão se agravando com o passar do tempo. Até que os pacientes passam a não lembrar mais de locais que fazem parte do seu cotidiano, de acontecimentos da sua vida e se tornam incapazes de reconhecer pessoas próximas, como os membros da família. Há casos em que eles não reconhecem a si próprios ao olhar no espelho. As pessoas com Alzheimer se tornam confusas e apresentam mudanças de comportamento.  

 

Outros sinais do MA são demência, déficit de duas ou mais áreas de cognição e dependência. Quem tem a doença se transforma em uma pessoa dependente, com dificuldades de locomoção e comunicação, por exemplo. Por isso, os pacientes necessitam de supervisão para realizar atividades básicas: passear, alimentar-se, vestir-se, tomar banho, etc.

 

Dessa forma, apesar de a idade ser o principal fator de risco, a doença pode surgir antes da terceira idade, chamada de Alzheimer precoce. Por isso, é preciso procurar um médico quando os sintomas começarem a surgir, mesmo que a pessoa tenha 40 anos. Aceitar a doença e suas alterações de comportamento é um desafio ainda maior quando a demência aparece precocemente. Um desafio tanto para o paciente quanto para a família.

 

http://www.institutoalzheimerbrasil.org.br/demencias-detalhes-Instituto_Alzheimer_Brasil/34/fatores_de_risco_e_de_protecao

http://alzheimerportugal.org/pt/text-0-9-40-199-demencia-precoce

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-09/no-dia-mundial-da-pessoa-com-alzheimer-entidade-alerta-para-diagnostico

http://alzheimerportugal.org/pt/text-0-9-33-34-sinais-de-alerta-para-um-diagnostico-precoce

http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/41820-pacientes-com-alzheimer-contarao-com-novo-medicamento-no-sus

http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-doenca-de-alzheimer-livro-2013.pdf

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