Câncer do útero: diagnóstico precoce é a chave para a cura

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Câncer do útero: diagnóstico precoce é a chave para a cura

Quando o câncer de colo do útero é descoberto na fase inicial, as chances de cura chegam a 90%.

O câncer do útero, também conhecido como câncer de colo de útero, é o terceiro mais comum nas mulheres, atrás apenas do câncer de mama e do câncer colorretal. Mas ele é também dos que apresentam mais avanços no diagnóstico precoce: se na década de 1990, 70% dos diagnósticos eram feitos na forma mais avançada da doença, atualmente, 44% dos casos são identificados nos estágios bem iniciais.

Fazer exames de rotina e reconhecer os sintomas iniciais de uma lesão no útero pode ser sinônimo de cura completa e sem a gravidade de um tratamento contra o câncer. Quando diagnosticado em fase não invasiva, as chances de cura do câncer de colo de útero são entre 80 e 90%.

Há dois tipos de câncer do útero. O primeiro é o carcinoma de células escamosas, mais comum e provocado geralmente pelo vírus HPV. O segundo é o adenocarcinoma, esse já menos comum.

Causas

O câncer de colo de útero surge quando há uma mutação genética nas células do órgão, que começam a se multiplicar de forma descontrolada. Uma das causas para essa mutação é a presença de alguns tipos de vírus, sendo o mais comum deles o HPV. Geralmente, o tumor no útero se desenvolve a partir de uma lesão precursora, que pode ser causada pelo HPV.

Essas lesões não apresentam sintomas, mas são facilmente detectadas em exames da rotina feminina, como papanicolau, colposcopia e vulvoscopia. Quando identificadas, são rápida e totalmente tratáveis e curáveis. O problema está quando isso não acontece e elas ficam anos e anos no útero, podendo virar um câncer.

Os fatores de risco para câncer de colo de útero que envolvem o HPV são:

Início precoce da vida sexual;

Grande quantidade de parceiros sexuais;

Presença de doenças sexualmente transmissíveis;

Sistema imunológico debilitado;

Tabagismo;

Uso de pílula anticoncepcional por mais de 5 anos;

Histórico de três ou mais gestações;

Uso de DIU;

Histórico familiar de câncer de colo de útero.

Sintomas de câncer do útero

O câncer de colo do útero não apresenta sintomas no período inicial, daí a importância da realização de exames periódicos com seu médico ginecologista, pelo menos uma vez por ano, para identificar alguma lesão. Os casos mais avançados da doença, porém, costumam apresentar:

Sangramento vaginal durante o sexo, entre as menstruações ou após a menopausa;

Corrimento vaginal anormal e com coloração e odores diferentes;

Dor na pelve, especialmente durante a relação sexual;

Anemia;

Dores nas pernas ou costas;

Problemas urinários ou intestinais;

Perda de peso.

Os exames de prevenção podem ser feitos após o início da vida sexual, por isso, é muito importante manter um acompanhamento ginecológico durante o período da vida sexual ativa.

Tratamento

O tratamento da doença varia de acordo com o estágio do tumor no útero, dos órgãos atingidos pelo câncer (como reto, vagina e uretra) e do estado geral de cada mulher. Alguns casos envolvem cirurgia para retirada do tecido atingido pelo câncer, do colo do útero ou ainda do útero todo, da vagina e os linfonodos da região.

O tipo de cirurgia será escolhido conforme a gravidade do caso e o desejo da paciente de engravidar, já que a retirada do útero impede a mulher de ter filhos. Caso a paciente tenha esse sonho, é importante conversar com seu médico sobre opções como congelamento de óvulos.

Casos mais sérios de câncer do útero podem envolver quimioterapia e radioterapia para reduzir o tumor antes da cirurgia. Já as lesões pré-cancerígenas encontradas precocemente no colo do útero de uma mulher podem ser tratadas através da crioterapia, que congela e destrói o tecido com células malignas, ou com o uso de um laser. Ambos podem ser feitos apenas com anestesia local.

Prevenção

A melhor forma de prevenir o câncer do útero é se prevenindo contra o vírus HPV. A medida preventiva mais eficiente é o uso de camisinha, já que a maior parte das transmissões desse vírus é sexual. Além disso, há a vacina contra HPV, que previne aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo do útero.

Seguir com os exames ginecológicos de rotina, especialmente após o início da vida sexual, é fundamental para detectar lesões pré-cancerígenas que poderão se transformar em câncer do útero.

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