Chupeta de bebê: por que evitá-la

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Chupeta de bebê: por que evitá-la

 

Ela ajuda a acalmar o bebê. É a principal aliada das mães na hora de parar com a birra e o choro. A chupeta de bebê é utilizada por cerca de 75% a 79% das crianças de países industrializados.

 

Mas, essa amiga das mães pode se tornar uma grande inimiga. Ela está ligada ao desmame precoce, a alterações dentárias e a doenças. Entenda os prejuízos que o bico pode causar.

 

Chupeta de bebê e amamentação

 

Alguns médicos não aconselham a chupeta de bebê pela possibilidade de ela interferir negativamente na duração do aleitamento materno. Isso porque o desmame precoce ocorre com mais frequência com o uso do bico. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até dois anos de idade ou mais.

 

Nos primeiros 6 meses, o bebê deve se alimentar apenas do leite materno, sem a necessidade da mãe introduzir alimentos e bebidas saudáveis como sucos e água, por exemplo. Quanto mais a criança mamar no peito, melhor. Isso porque, além de nutrir, a amamentação aumenta a aproximação entre ela e a mãe, ajuda na defesa de infecções e no desenvolvimento cognitivo e emocional.

 

Além disso, o uso de chupeta de bebê pode ser um sinal de dificuldade de dar leite ou de que a mãe tem menos disponibilidade para amamentar. Crianças que chupam chupetas são amamentadas com menos frequência. Isso pode afetar a produção de leite, já que quanto mais ele é tirado – seja pela amamentação ou pelo esvaziamento da mama-, mais é produzido. Os bebês em aleitamento materno exclusivo mamam de oito a 12 vezes ao dia.  

 

As complicações do uso de chupeta de bebê

 

A possibilidade de asfixia e estrangulamento causados por partes que se desencaixam são alguns dos riscos da utilização da chupeta de bebê. Além disso, o uso dela está associado ao desenvolvimento de sapinho (candidíase oral), otite média e alterações dentárias e do palato.

 

O sapinho é frequente nos primeiros meses vida e pode atingir de 2 a 5% dos recém-nascidos saudáveis. O risco é maior no caso dos que fazem uso de chupeta de bebê. A doença é causada pelo crescimento de fungo na mucosa oral por causa de um desequilíbrio na flora. Na maioria das vezes, a candidíase oral não apresenta sintomas, mas pode causar desconforto, irritabilidade ou dor, o que pode atrapalhar a alimentação.

 

Além disso, chupar chupeta após os dois anos de idade aumenta a possibilidade da criança ter problemas na saúde oral. Quanto mais tarde ela largar a chupeta, maior a probabilidade de aparecimento de cáries, além de complicações dentárias, acentuando a má oclusão dentária.

 

A chupeta também é um fator de risco para a otite média aguda, uma infecção comum nas crianças. A sucção aumenta o refluxo de secreções para o ouvido médio, o que facilita a contaminação por agentes patogênicos e o processo infeccioso. A remoção da chupeta de bebê diminui em cerca de 29% a ocorrência otites.

 

Dessa forma, apesar da chupeta de bebê ser uma aliada das mães na hora do choro, ela deve ser evitada. Isso porque o objeto pode causar desmame precoce, alterações dentárias e doenças como candidíase oral e otite média aguda.

 

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