Dislexia tem cura? Saiba mais sobre o transtorno

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Dislexia tem cura? Saiba mais sobre o transtorno

 

Sabe o que Albert Einstein, Walt Disney e Steve Jobs tinham em comum? Eram disléxicos, ou seja, possuíam um transtorno de aprendizagem que tem origem neurobiológica, o que não interferiu em nada nas suas capacidades intelectuais de análise, organização e criatividade.  

 

Ao questionarem se a dislexia tem cura muitos pais acabam se decepcionando com a resposta, porém é preciso entender que com os cuidados necessários e estímulos é possível oferecer a criança uma excelente qualidade de vida, mesmo com o transtorno.

Mas, afinal: dislexia tem cura?

 

Não, a dislexia não tem cura, porém existem tratamentos que ajudam a minimizar o problema e enfrentar as possíveis dificuldades. Se diagnosticada precocemente é possível utilizar estratégicas junto pediatras, psicólogos, pedagogos e fonoaudiólogos para uma convivência normal.

 

Seu diagnóstico costuma ocorrer na primeira infância, geralmente na fase de alfabetização, quando um pequeno atraso na vida escolar em relação a outras crianças começa a surgir dentro da sala de aula. Por não seguir o mesmo ritmo, muitas vezes o indivíduo pode se sentir isolado, por isso muitas vezes os prejuízos escolares são acompanhados pelos danos emocionais.

 

Para quem possui dislexia, no ato da leitura o cérebro não consegue utilizar normalmente as três áreas destinadas a essa ação. A primeira e a segunda área que cuidam da identificação das letras e do significado delas não funcionam corretamente, deixando a terceira área que processa as informações sem recursos. Por isso é importante que seja evitado colocar a criança em situações delicadas como a leitura de textos em voz alta na sala de aula, respeitando as características individuais de cada aluno e o seu desenvolvimento de aprendizagem.  

 

Sem o tratamento específico na infância, os problemas podem continuar na vida adulta prejudicando a vida profissional e o convívio social do indivíduo. Problemas graves podem surgir como perda de memória e dificuldade de aprendizagem, além dos transtornos emocionais e traumas como baixa auto-estima, depressão, rejeição e ansiedade.   

Quais os sintomas da dislexia?

 

Como é uma doença com caráter hereditário, não existem cuidados preventivos, por isso é importante estar atento aos primeiros sinais para verificar se a criança irá desenvolver ou não o transtorno. Conheça os principais:   

 

– Leitura lenta e sem precisão;

– Dificuldade para soletrar;


– Falta de atenção e dispersão;


– Não consegue compreender o que acabou de ler;


– Atraso na fala e na coordenação motora;


– Não consegue aprender canções;


– Problemas na construção ortográfica, esquecendo ou substituindo vogais e consoantes nas palavras;

– Sem interesse para leituras;


– Dificuldade na composição da escrita;

 

A dislexia tem cura? Não, não tem, mas é possível conviver normalmente com ela, por isso é imprescindível o apoio familiar no que diz respeito ao êxito do tratamento. Busquem informações conversando com médicos, com os professores na escola e também com pais de outras crianças que possuem dislexia como diagnóstico. Paciência, companheirismo e aceitação são as palavras de ordem para minimizar os problemas do transtorno. Se houver um tratamento adequado a criança consegue se adaptar as dificuldades, aprender e manter uma relação social saudável no ambiente escolar.

 

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