Eclampsia pós-parto, o que é, sintomas e tratamento

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Eclâmpsia pós-parto: o que é, sintomas e tratamento

 

Você já ouviu falar em eclâmpsia pós parto? Muitas mulheres grávidas já ouviram falar da pré-eclâmpsia, uma condição que acomete mulheres na gravidez e se caracteriza pela elevação da pressão arterial. O que ocorre normalmente ao ultrapassar a vigésima semana de gestação. Outra condição com menor relato, mas ainda assim perigosa à saúde das mamães é a eclâmpsia pós parto.  A eclâmpsia pós-parto é menos comum, e normalmente surge logo nas primeiras 48h a 72h após o nascimento do bebê. Mulheres que apresentam fatores de risco como hipertensão, diabetes e obesidade são as que mais têm chance de serem acometidas com eclâmpsia pós parto. As gestantes que são diagnosticadas com a doença devem ser acompanhadas para evitar riscos maiores a sua saúde e a saúde do bebê. Por norma, caso seja diagnosticada com a doença, após o parto a mamãe fica hospitalizada até que se observem melhoras.

Quais os sintomas da eclâmpsia pós-parto?

 

A eclâmpsia pode ser traduzida como o nível mais grave em relação a pressão alta (hipertensão) durante a gravidez. É importante frisar que a imensa maioria das gestantes com pré-eclâmpsia, mesmo em alto grau, não propriamente serão diagnosticadas com eclâmpsia pós parto. Pois não há ligação entre as duas doenças, como se imaginava no passado. Portanto, se você está grávida e identifique qualquer um dos sinais listados abaixo deve contatar seu médico de confiança para realizar exames de diagnóstico. Confira quais são os principais sinais de eclâmpsia pós parto.

 

  • Excesso de proteína na urina;
  • Dificuldade em urinar;
  • Náusea e/ou vômito;
  • Dor de cabeça;
  • Dor abdominal;
  • Falta de ar;
  • Tontura repentina;
  • Pressão arterial de 140/90 mmHg ou superior;
  • Aumento de peso;
  • Desmaio;
  • Convulsões;
  • Visão turva.

 

O grupo de risco se traduz, prioritariamente, como mulheres com menos de 18 anos e mais de 40 anos, detentoras de doenças auto-imunes como o lúpus, que não possuem alimentação equilibrada, em gravidez de gêmeos e primeira gestação. Além dos já citados: hipertensão, obesidade e diabetes.

Qual o tratamento para a eclâmpsia pós-parto?

 

Caso seu médico avalie que você desenvolveu eclâmpsia pós-parto as chances de você ficar hospitalizada para tratamento são grandes. Isso porque após o nascimento é possível realizar o diagnóstico laboratorial,  que inclui uma coleta de sangue e análise de urina. Uma amostra de urina é retirada para verificar se há proteínas presentes e o número de plaquetas é avaliado no sangue para determinar se está tudo bem com seu fígado, rins e também com a coagulação.  

A principal preocupação em relação às mulheres que desenvolvem eclâmpsia pós-parto são as convulsões, e é por isso que o tratamento consiste na administração de um anticonvulsivo, geralmente sulfato de magnésio, que é tomada por 24 horas. Após a administração, seu médico irá monitorar sua pressão arterial e urina minuciosamente.

 

Até o momento não existe um método para prevenir a eclâmpsia pós-parto, portanto, você deve ficar atenta aos sinais do seu corpo e desconfiar até mesmo de dores de cabeça muito fortes. Relatar qualquer um desses sintomas ao seu médico é importante na prevenção de sequelas futuras, portanto sempre observe qualquer sinal incomum durante sua gravidez. A eclâmpsia pós-parto é grave e pode ser fatal se não houver diagnóstico que possibilite que o tratamento seja eficaz.  

 

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