Frenologia: o que é?

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Frenologia: o que é? 

Por acreditar que o cérebro humano é o local onde terminam todos os tipos de sensações e dele partem todas as manifestações da mente, a frenologia em sua essência apontou ser possível perceber as características da personalidade humana e sua capacidade mental por meio do formato do crânio. 

Mas, afinal o que é frenologia? Desenvolvida como um princípio que afirma ser possível, por meio da análise física pelo formato da cabeça ,determinar o caráter e até personalidade de uma pessoa.  

Frenologia: do que se trata?

Criada por volta de 1800 pelo médico anatomista alemão, Franz Joseph Gall, a frenologia foi desenvolvida com base em um mapeamento cerebral onde, segundo ele, seria possível analisar os aspectos internos da cabeça, tendo como base a sua aparência externa, como caroços, nódulos ou protuberâncias. A análise do formato da cabeça não possui nenhuma ligação direta com a cranioterapia ou a fisionomia, que estudam os formatos e peso do cérebro e características da face, respectivamente. 

Na frenologia a posição do osso sobrejacente do crânio e a propensão das áreas mapeadas são fundamentais para o estudo. Com isso, Gall afirmava existir 27 órgãos na parte superior do cérebro, onde um deles era o órgão da morte. Por isso, muitos acreditaram ser possível por meio da teoria determinar o grau de criminalidade do ser humano. 

Ela foi usada como uma das bases para as pesquisas que tentam localizar as partes cerebrais em comum no corpo de indivíduos com psicopatia. Um dos maiores estudiosos em tentar desvendar a mente de psicopatas foi o italiano Cesare Lombroso, que teve também a frenologia como área de conhecimento.

Os estudos de Gall em crânios de pessoas falecidas, apontavam que a região era a responsável por todas as funções mentais, o que gerou uma grande contribuição no mundo científico de maneira geral.  

Princípios básicos da frenologia

Pai da frenologia, Gall apresentou nos seus principais trabalhos algumas declarações que podemos apontar como base para a teoria. Seus estudos mostram que:

– As atividades que envolvem os sentidos, sentimentos e as propensões humanas estão centralizadas no cérebro;

– O formato do cérebro é o que desenvolve a cabeça humana e que ela é um reflexo do que se passa por dentro; 

–  Os aspectos de caráter, chamados de faculdades, fazem parte de uma área do cérebro. 

Frenologia aplicada

Seu discípulo, Johann Spurheim foi quem levou a ideia de frenologia adiante, auxiliando na popularização do termo nos Estados Unidos e em lugares da Europa, como o Reino Unido. A análise do formato da cabeça começou a fazer parte do cotidiano das pessoas. Muitos procuravam um frenologista para fazerem consultas quanto a eficiência e índole de empregados, caráter de futuros maridos e para fazer diagnósticos de problemas psicológicos e emocionais. 

Porém, com o uso da teoria começou a indicar comportamentos sociais graves, como a tentativa de exclusão para a purificação da raça. 

Frenologia na atualidade 

Atualmente a frenologia é tida como uma pseudociência e desacreditada. Apenas com o avanço da neurociência e o surgimento da técnica de tomografia, foi possível identificar com exatidão os erros e acertos da teoria de Gall, como a confirmação positiva de que o cérebro é o órgão que une as funções da mente e o engano de que as elevações externas da cabeça são as áreas relativas ao desenvolvimento mental.

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