Osteopatia visceral: conheça a técnica de cura pelo toque

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Osteopatia visceral: conheça a técnica de cura pelo toque


Método criado por um osteopata francês defende que o corpo é indivisível e, por isso, a solução de um problema de saúde está em tratar o organismo como um todo.
Há quem ainda olhe com certa desconfiança para a Osteopatia, mas os adeptos da terapia não abrem mão dessa alternativa natural. Aliás, os resultados têm se mostrado tão positivos que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda e incentiva a ciência osteopata como prática de saúde e, no Brasil, ela já foi até incluída ao Sistema Único de Saúde (SUS) como prática voltada à saúde e ao equilíbrio vital do homem. Nesse amplo universo alternativo, um tratamento que está ganhando espaço é a osteopatia visceral.

Para entender como a osteopatia visceral – ou manipulação visceral – funciona, é preciso perceber primeiro que nossa saúde é resultado da sincronia entre todos os órgãos entre si e as estruturas que os rodeiam. O bom funcionamento sistêmico do corpo se dá justamente nessas relações, especialmente entre as vísceras, sistema nervoso central e o sistema estrutural. Quando há alguma perturbação nessa sincronia, temos, então, uma disfunção visceral.

Cicatrizes cirúrgicas, aderências, doenças, má postura ou lesão podem provocar tensões no tecido conjuntivo das vísceras, resultando em ligações que acabam criando uma cascada de efeitos, alguns bem longe da sua origem, que o corpo precisa dar um jeito de compensar. É isso que gera problemas funcionais e estruturais, com sintomas bem reais.

Não entendeu? Imagine uma aderência em volta do pulmão. Isso cria uma modificação do eixo de movimento, tanto da víscera em relação a ela mesma quanto em relação às outras que estão próximas, o que, por sua vez, obriga as estruturas ao redor a adaptações anormais, o que pode afetar a mobilidade de uma costela, que consequentemente provoca um desequilíbrio na coluna vertebral e por aí vai.

Nessa linha, a osteopatia visceral trabalha na fáscia, um tecido conectivo que envolve as vísceras e os músculos e permite o deslizamento entre eles, além de “fixar” as vísceras aos ossos e manter todo o corpo unido. Assim, como a fáscia une ossos, vísceras e músculos, qualquer alteração de uma destas partes poderá levar a uma alteração das outras, como um efeito dominó e repercutir em forma de dor local ou à distância.

Isso significa que aquela dor no ombro esquerdo que você sente há tanto tempo, por exemplo, pode ser uma disfunção do estômago, ou, se a dor for no ombro direito, o verdadeiro problema pode estar no fígado, pois a fáscia que envolve o estômago e o fígado é a mesma que passa pelo ombro esquerdo e ombro direito, respectivamente. De acordo com a visão osteopática toques suaves e específicos na mobilização das vísceras aumentam a comunicação entre os vários sistemas do corpo, trazendo revitalização do paciente e alívio dos sintomas de dor, disfunção, limitação de movimentos e má postura.

Quem chegou a essa conclusão foi o osteopata e fisioterapeuta francês Jean-Pierre Barral, considerado o pai da manipulação visceral, com mais de 30 anos dedicados aos estudos clínicos e dissecativos. Ele desenvolveu o método avaliativo e terapêutico das vísceras após perceber que as manipulações da coluna alteravam o funcionamento dos órgãos. Então, decidiu estudar o caminho contrário, ou seja, se as manipulações das vísceras alteravam os sinais clínicos da coluna.

Indicações da osteopatia visceral


A manipulação visceral baseia-se na aplicação específica de forças manuais suaves com o objetivo de melhorar a mobilidade, o tónus e o movimento dos órgãos e tecidos conjuntivos associados. Estes toques podem melhorar potencialmente o funcionamento dos órgãos individualmente ou dos sistemas onde estão inseridos, promovendo a integridade estrutural de todo o corpo.

Assim, a técnica atua nos desequilíbrios funcionais e estruturais de vários sistemas, especialmente o músculo-esquelético, vascular, nervoso, urogenital, respiratório e digestivo. As principais indicações da osteopatia visceral são para hérnia de hiato, ptoses viscerais, constipação intestinal e refluxo (inclusive em bebês), distúrbios hepatobiliares, alterações cardíacas, distúrbios renais, alterações do ciclo menstrual, queda da imunidade, azia e patologias sistêmicas de origem visceral.

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