Parto normal dói muito? Mitos e verdades

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Parto normal dói muito? Mitos e verdades

O parto normal é o parto vaginal, ou seja, o bebê naturalmente sai pela vagina, passando pelo canal vaginal. Não há dúvidas de que, por ser natural, é a melhor opção para a criança. Mas será que isso é válido também para as mamães? Parto normal dói muito?

A dor é a principal justificativa pela qual a maioria das gestantes preferem fazer cesariana, além da duração do trabalho de parto, que é, em média, de 10 horas. Porém, as mulheres têm que ser informadas que se trata de uma cirurgia e, como tal, proporciona dor e incômodo no pós-operatório, riscos e muitas desvantagens. A indicação da cesárea deve ser criteriosa, entretanto, no Brasil, o modelo predominante de assistência ao parto é tendenciosamente intervencionista.

Muitas mulheres consideram que a dor reflete sua participação no nascimento do filho, que ela faz a mulher se sentir mais mãe, capaz de superar obstáculos para ver o bebê nascer. Por isso, pensam que esse prazer compensa a dor. 

Por outro lado, após a vivência do parto normal, a referência da dor pode trazer sentimentos e lembranças negativas deste momento da maternidade, interferindo na escolha para parto cirúrgico.

Sim, parto normal dói muito.

É verdade que o parto normal dói muito. É considerada uma das 10 piores dores que a pessoa pode sentir. Dor jamais esquecida por quem já passou por essa experiência.

Mas a dor do parto normal pode ser suprimida com anestesia. Mesmo assim, ela poderá ajudar no trabalho de parto guiada pelo obstetra.

Parto normal dói muito. Em quais momentos?

A dor do parto se diferencia em cada etapa.

  • Dilatação do colo do útero

No início, as contrações são espaçadas, irregulares, mais curtas e leves. Vão aumentando de intensidade e o intervalo entre cada contração diminui à medida que evolui o trabalho de parto. São acompanhadas de incômodo na região lombar. 

Fase mais demorada, vai até a dilatação de 10 cm, durando geralmente 10 horas. Mas se a gestante quiser ter o seu filho na maternidade, deverá ser encaminhada com mais ou menos 1 contração a cada 5 minutos.

  • Expulsão do bebê

É normal que a mulher sinta, nesta fase, a necessidade de empurrar, como se fosse evacuar. O limite máximo de duração deste período é de 2 horas para a mulheres no primeiro parto e de 1 hora para a multípara. Esta parte do parto é de menor duração, porém a mais intensa, que termina com o nascimento.

  • Expulsão da placenta ou dequitadura

Em no máximo trinta minutos após o nascimento do bebê, ocorre a eliminação da placenta, porque o útero continua a se contrair, porém de forma menos intensiva e mais curta. 

O médico pode optar por administrar ocitocina para potencializar as contrações e diminuir as perdas sanguíneas. Pode também, para facilitar a saída da placenta, tracionar levemente o cordão.

Há necessidade de revisão para assegurar eliminação completa dos restos placentários, pois a sua retenção provoca infecções e hemorragias.

Como aliviar a dor 

  • Massagens relaxantes na região lombo-sacra realizadas no intervalo entre as contrações;
  • Respirar profundamente no momento de maior dor;
  • Acupuntura ou acupressão;
  • Manter-se em movimentação, fazendo caminhadas leves;
  • Banhos de imersão ou chuveiros aquecidos;
  • Uso de bola de Pilates;
  • Uso de analgésicos ou anestésicos.

Anestesia epidural pode ser utilizada para o final do período de dilatação e no expulsivo.

A anestesia local é empregada para a episiotomia (corte no períneo para ampliar a passagem).

Benefícios do parto normal para a mãe

  • Menor risco de infecção.
  • Diminui o tempo de internação.
  • Recuperação mais rápida. A recuperação completa do parto normal é de cerca de 6 semanas após o nascimento.
  • Evita risco com complicações cirúrgicas, tais como: hemorragias, infecções, lesões de órgãos adjacentes.
  • O útero volta ao tamanho natural mais rapidamente.
  • Facilita o vínculo afetivo mãe-bebê.
  • Favorece a produção de leite materno.
  • Reduz o risco de morte.
  • Previne trombose por facilitar a movimentação dos membros inferiores.

Benefícios do parto normal para o bebê

  • Mais atividade ao nascer, por menor ou nenhum medicamento dado à mãe.
  • O recém-nascido respira melhor, com menor índice de complicações respiratórias.
  • O recém-nascido fica mais calmo e alerta.
  • Maior vínculo afetivo mãe-filho.
  • Estímulo da adrenal fetal, que libera surfactante, importante para maturação pulmonar.

Parto Humanizado

É aquele em que a mulher é respeitada. Ela escolhe o ambiente, a posição e quem estará presente.

Existem diversos tipos de partos normais com diferentes posições e ambientes.

Parto Natural

Sem nenhum tipo de interferência médica, ou seja, sem anestesia, sem episiotomia. Há todo respaldo médico em caso de complicação.

Parto na água

A mulher dá à luz dentro de uma banheira ou piscina com água aquecida na temperatura do corpo. A água morna acelera o trabalho de parto, ajuda a relaxar, alivia as dores.

Parto de cócoras

A mãe fica na posição de cócoras, de modo a facilitar a saída do bebê. A posição também ajuda a aliviar as dores do parto.

Parto normal induzido

É quando o trabalho de parto não começa sozinho ou quando existem situações que podem colocar em risco a saúde da mulher ou do bebê.

O médico poderá usar medicamentos, descolar  as membranas, colocar uma sonda especial na vagina e na região uterina para a indução.

Contraindicações do parto normal

Hipertensão arterial materna, diabetes descompensado, cardiopatias, herpes genital, HPV, câncer de colo uterino, doenças cardíacas fetais, fetos muito grandes (desproporção materno-fetal), sofrimento fetal.

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