Pé diabético pode causar amputações?

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Pé diabético pode causar amputações

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) define o pé diabético como uma “situação de infecção, ulceração ou também destruição dos tecidos profundos dos pés, associada a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica, nos membros inferiores de pacientes com diabetes mellitus.”

 

Os pacientes apresentam perda progressiva da sensibilidade protetora e de consciência corporal. Nas fases mais adiantadas da doença, eles podem apresentar os pés totalmente insensíveis aos mais variados traumas.

 

Vinte e cinco por cento dos pacientes com diabetes mellitus apresentam úlceras ao longo da vida. Oitenta por cento dessas lesões levam a amputações. Quanto mais precoce for o tratamento da úlcera, menor o risco de amputação.

 

Pé diabético: Sintomas e sinais

 

Pacientes com o pé diabético apresentam dificuldades ao correr e ao andar em locais com inclinação, o que é chamado de claudicação intermitente. Essa sensação de desconforto é aliviada pelo repouso e agravada pelo aumento da quantidade de exercício. Também podem apresentar úlceras, necrose tecidual nos pés ou deformidades, como dedos em formato de martelo, dedos em garra, pé cavo, proeminências ósseas e calosidades.

 

Em alguns casos, podem haver alterações de sensibilidade, como formigamentos, queimação, dormência, pontadas e perda progressiva da sensibilidade dolorosa. Outros sintomas são o ressecamento da pele com formação de fissuras e alterações no crescimento e na matriz das unhas.

 

Diagnóstico do pé diabético

 

O diagnóstico é clínico, realizado através de exames para verificar alterações neurológicas, vasculares e mecânicas, que permitem avaliar e classificar o pé de acordo com o risco de ocorrência de úlceras. Quando é identificada uma úlcera em um pé de um portador de diabetes mellitus, é necessária a avaliação da sua gravidade e profundidade, além da verificação da presença de neuropatia, doença vascular periférica ou infecção. Nas úlceras de mais de 4 semanas, é essencial verificar se há acometimento ósseo através de exames de imagem como ressonância magnética.

Tratamento

O tratamento básico é a base de hipoglicemiantes. O paciente deve controlar o peso, evitar o fumo e o sedentarismo. Nos casos de infecção, são usados antibióticos.

Nos casos mais graves, os médicos recomendam a revascularização do pé diabético ou até mesmo a amputação, quando há obstrução arterial grave, colocando em risco à vida do paciente.

 

Prevenção

O diagnóstico precoce e a orientação do paciente e seus familiares quanto às complicações podem  modificar a evolução natural da doença. São necessários cuidados que incluem desde auto-exame, higiene diária, restrições ao caminhar descalço e sugestões de calçados adequados, podendo chegar até à prescrição de calçados especiais e sob medida e controle rigoroso da glicemia.

O pé diabético constitui a causa mais comum de internações prolongadas e, por isso, exige prevenção e tratamento adequado.  Pacientes que não aderem ao tratamento preconizado têm 50 vezes maior probabilidade de terem úlceras.

 

 

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