Cuidados e recomendações no período pós-parto

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Cuidados e recomendações no período pós-parto 

O período pós-parto, também chamado de puerpério, é aquele que vai desde o parto até um mês e meio a dois meses depois, quando os órgãos reprodutores da mulher retornam às suas condições normais. Nesse período, ocorrem grandes mudanças físicas e hormonais, o que pode trazer instabilidade emocional.

Fases do período pós-parto

  • Puerpério imediato: Do 1º ao 10º dia pós-parto – Começa logo após a expulsão da placenta. Grandes alterações hormonais;
  • Puerpério tardio: Do 11º ao 42º dia pós-parto;
  • Puerpério remoto: A partir do 43º dia do pós-parto

Sintomas considerados normais no período pós-parto

1- Cólicas abdominais

Pela volta do tamanho normal do útero, que pode demorar até 20 dias.

2- Diurese aumentada temporariamente após o parto.

3- Saída de secreção da vagina

Normalmente, é  sanguinolenta por três a quatro dias. A secreção pode durar até oito semanas após o parto, passando de coloração marrom claro até branco-amarelada. 

4- Dor vaginal e durante a micção no caso de partos normais.

5- Mamas ingurgitadas

As mamas ficam doloridas e aumentadas pela produção do leite.

6- Fadiga

Pela queda dos hormônios

7- Alteração de humor

É comum as mulheres se sentirem tristes, irritadas, com distúrbios do sono e ansiosas pelas alterações hormonais. Esses sintomas costumam desaparecer no máximo 15 dias depois do parto.

Complicações

  • Sangramento excessivo

Hemorragia pós-parto ocasionada pelo rompimento de vaso sanguíneo com a força realizada pela passagem do bebê no canal do parto. Ocorre hematoma e dor local.

Por atonia uterina (ausência de contração uterina pós parto), ruptura uterina, retenção de  restos da placenta, trabalho de parto prolongado, e outras.

  • Infecções do útero
  • Trombose
  • Mastite

Ocorre dor, inchaço e calor no seio inflamado. Pode evoluir para abscesso mamário

  • Depressão

O tratamento é realizado conforme o grau da depressão: medicamentoso, psicoterápico, hormonioterapia e eletroconvulsoterapia (casos mais graves, não responsivos).

  • Diastase do reto abdominal

Algumas mulheres ficam com esse músculo abdominal estirado, enfraquecido, o que causa um afastamento muscular na linha média do abdômen.

  • Hemorróidas

São veias dilatadas no ânus, que podem ser originadas pela força na hora do parto. Causam dor e, às vezes, sangramento. 

  • Psicose puerperal

Geralmente, ocorre  2 a 3 semanas após o parto. Mais grave que a depressão, pois pode levar ao suicídio ou infanticídio.

Cuidados hospitalares no período pós-parto

O pós parto requer cuidados especiais e, às vezes, cuidados hospitalares, basicamente visando diminuir dor, controle de hemorragias e evitar infecções.

Risco de sangramentos excessivos

Observar atentamente a quantidade de sangue perdida. 

As contrações uterinas evitam sangramento excessivo após a expulsão da placenta.

A sucção é estímulo para liberação de ocitocina, que promove contração uterina.

Quando necessário, administra-se ocitocina injetável.

Presença de infecção

Detectada através de sintomas como calafrios, febre alta após trabalhos de parto prolongados, materiais contaminados, ruptura de bolsa precoce.

Risco de Trombose

É importante que puérpera ande nas primeiras horas para evitar trombose e favorecer o funcionamento do intestino.

Trânsito intestinal

Para evitar constipação (prisão de ventre), é prescritA dieta laxativa. Em caso de não melhora, pode-se fazer uso de laxantes.

Em caso de dor

Caso a mulher esteja amamentando e sinta dor, é indicado o uso de paracetamol e ibuprofeno, já que são analgésicos sem problemas para o bebê.

Vacina contra rubéola

Antes da mãe deixar o hospital, em caso de nunca ter tomado a vacina ou não ter sido acometida por Rubéola, ela deve ser vacinada contra a doença.

No momento da alta, a mãe recebe orientação sobre os cuidados com ela e com a criança, dúvidas podem ser sanadas sobre a amamentação, carteira de vacinação, etc.

Orientações no período pós-parto

Dieta 

Quando estiver amamentando, a mulher deve aumentar a ingestão calórica em cerca de 500 calorias por dia e consumir mais vitaminas e sais minerais. Beber bastante líquido para garantir quantidade de leite suficiente é essencial.

Atividade física

Atividade físicas intensas devem ser evitadas por aproximadamente seis semanas. 

Retornar às suas atividades normais assim que for liberada pelo médico.

Atividade sexual

Relações sexuais devem ser evitadas por seis semanas. 

Dores e inchaço das mamas 

Aplicar bolsas de gelo e tomar analgésicos.

Inchaço e dor na vagina (parto normal)

Para aliviar a dor e o inchaço, pode-se usar gelo ou bolsas geladas na região vaginal.Cremes ou sprays anestésicos e banhos de assento também ajudam.

Se tem muita dor ao sentar, use almofadas em forma de rosca.

Cicatriz cirúrgica

O local da incisão deve ser cuidado da mesma maneira que as outras incisões cirúrgicas.

Se houver saída de secreção, dor ou vermelhidão, deve procurar o obstetra.

Planejamento familiar

O uso de contraceptivos é recomendado quando as relações sexuais são reiniciadas, porque a gravidez é possível assim que a mãe começa a ovular novamente. As mães que não amamentam recomeçam a ovular geralmente quatro a seis semanas depois do parto. 

Contraceptivos orais contendo apenas progesterona podem ser usados. 

O diafragma  ou DIU (dispositivo intrauterino)  pode ser colocado de seis a oito semanas depois do parto. 

Amamentação

A amamentação deve ser de livre demanda, sem restrições na duração, esvaziando sempre uma mama em cada mamada.

Exclusiva até 6 meses de idade, não sendo necessário oferecer nada nos intervalos.

Consulta no período pós-parto

Cerca de 1 mês a 1 mês e meio depois do parto, é primordial a mulher ser examinada por seu obstetra .O médico irá avaliar amamentação, sangramento vaginal, retirar os pontos, discutir  métodos anticonceptivos, etc.

Cuidado e autoconfiança são as bases

Nesse período, existem mudanças na rotina, novas responsabilidades e a incerteza materna se será capaz de desempenhar bem a sua função de mãe.

No que diz respeito às preocupações maternas no cuidar do recém-nascido, a maioria está relacionada com as dificuldades de identificação do choro do neném: Dor? Fome?

Mães excessivamente inseguras em relação aos cuidados para com os seus filhos têm maior risco de desenvolver depressões.

Mas mamães, não se cobrem tanto! O cuidado com você mesma também é muito importante, tente ficar tranquila. Se tiver dúvidas, pergunte ao seu médico, peça ajuda aos familiares e amigos.

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